0 comentários

Lixão desativado ainda recebe dejetos


Mesmo após ser desativado, o lixão próximo ao Jardim Espírito Santo ainda continua recebendo dejetos que prejudicam o meio ambiente, tais como: vidros, tubos de plastico e silicone e até mesmo medicamentos veterinários. O cidadão Israel Garcêz encontrou junto aos vidros despejados no lixão, um documento emitido pela empresa Distribuidora de Vidros Triângulo LTDA (DVT) e encaminhou ao promotor de justiça Curador do Meio Ambiente, Carlos Valera.

Na manhã desta quarta-feira (14/10) foi realizada uma audiência para que sejam tomadas providências com relação ao problema. Estiveram presentes o sub-secretário de Infraestrutura de Uberaba, Wilson Franco Filho, a diretora do Departamento de Coleta de Resíduos Sólidos, Angelina Martins Botta, representando o procurador municipal, Marley Klênio Xavirer e Israel Garcêz, apresentando a reclamação.

O sub secretário pediu um prazo de 120 dias para a execução do Plano de Recuperação de Área Degradada (Prade), elaborado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semie). Também foi comprometida na audiência a punição para aqueles que ainda depositam lixo no local, com multa no valor de R$1 mil, que será revertida ao Fundo Especial do Ministério Público.

A ata foi assinada por todos os presentes e após o prazo estipulado pela Promotoria, a Semie deverá apresentar os resultados da recuperação da área.
Texto: Bárbara Guilherme
Foto: Israel Garcêz

0 comentários

“Semana da Alegria” garantiu diversão para as crianças da ACD


Entre os dias 05 e 09 de outubro, os alunos da Associação de Crianças Deficientes de Uberaba (ACD) tiveram uma programa diferente e recheada de alegria. Orquestra do Colégio Tiradentes, Academia de dança Beth Dorça, a fundadora da Instituição Renilda Maria Rosa, Alice Angotti e seus filhos, representando o Jornal de Uberaba, foram presenças confirmadas na semana.

Parceiros da ACD desde o início do ano, os Camaradas D’Alegria também compareceram com suas roupas coloridas e rostos pintados, iluminaram as tardes de quarta (07/10) e sexta-feira (09-10) com brincadeiras como mímicas, teatros e dança. O grupo formado por jovens também assistem o Lar Idosa Maria Inês de Jesus e o Lar da Caridade, levando sorrisos e ajuda material quando necessário.

Para o final ano será realizado um espetáculo no dia 11/12, em que as crianças atuarão e estrelarão sob o tema natureza, encerrando a programação de 2009. Os ensaios e a montagem de cenário e roteiro ficaram por conta dos Camaradas. O grupo convida ainda toda a população para participar no dia 08/11 do 3º Sarau Só Para Raros que acontecerá na Mata do Ipê às 14h. Para participar é necessário apenas um quilo de alimento não perecível, que será doado para o Lar Idosa Maria Inês de Jesus.

Bárbara Guilherme

0 comentários

S.O.S Toninho da Carrocinha


Há alguns meses o Calçadão da rua Artur Machado sente falta da alegre presença de Luiz Antônio Martins, o Toninho da Carrocinha. Figura marcante que faz parte da história de Uberaba, Toninho deixou de freqüentar o ambiente que tanto gosta devido a problemas de saúde que o impede de sair de casa. Lá recebe os cuidados da irmã Maria Célia Martins, a quem ele carinhosamente chama de mãe.


Toninho tem problemas na bexiga, próstata e rins. Atualmente usa sonda uretral, e gasta todo o dinheiro da aposentadoria com remédios, o restante da renda familiar gira em torno de 500 reais, mas já não é suficiente pra sustentar as seis pessoas que moram na mesma casa. “Pela cidade corre muito boato de que o Toninho é rico, mas não é, e a gente está precisando mesmo de ajuda, tudo é bem vindo”; desabafa Célia.


Devido aos problemas de saúde, ele precisa fazer uma cirurgia que depende do exame Estudo Urodinâmico, há urgência para a realização do mesmo, pois o risco de infecção é grande, o que pioraria ainda mais a sua situação. O custo total é de 380 reais, já que pelo Sistema Único de Saúde a espera pode chegar a meses, esta é a prioridade da família.


A todos que quiserem ajudar financeiramente, Célia abriu uma conta no Banco do Brasil, agência 0015-9, conta 9802-7. Porém, “Toda ajuda é muito bem-vinda”, como garante a “mãe”. Alimentos, verduras, leite, frutas, produtos de higiene, fraldas (tamanho G), óleo de amêndoas (que é usado para não ressecar a pele de Toninho que fica muito tempo deitado), roupas de cama e camisetas podem ser encaminhadas para a casa onde a família mora, na rua Montes Claros, 372, bairro Abadia.


“Se eu sou assim é porque Deus quer, e se Ele quer assim, é porque Ele me ama demais e eu amo muito Ele e minha mãe preferida, a Célia”; Toninho finaliza com esta frase e um largo sorriso no rosto.
Texto: Bárbara Guilherme

0 comentários

Um amor pra recordar sempre

Entre olhares e sorrisos de cumplicidade, José Sebastião de Oliveira de 74 anos e Arlinda de Souza Oliveira, com a mesma idade, ou simplesmente Zezé e Nina, como carinhosamente se chamam, começaram a contar a história do casal. Um romance que ultrapassou preconceitos e traições, mas se firmou e já completou 53 anos de casamento. “Daria uma novela” comenta Arlinda.

Zezé morava em Uberaba quando terminou de servir o tiro de guerra e procurava emprego. Através do tio Antônio Inácio que o criou, soube que em Ponte Alta uma pedreira estava contratando novos funcionários. Nesta mesma cidade Nina nasceu e foi criada. Bastaram apenas alguns encontros para a paixão surgir entre eles.

“Começamos a nos encontrar, depois a namorar, meu coração dava umas aceleradas quando eu via a Nina, logo pensei, é essa que eu vou casar” relembra José entre sorrisos. Porém o caminho não seria tão simples assim. Os pais de Arlinda, Arlindo Gargo Durão e Avelina de Souza Gargo, mantinham as rédeas curtas sobre a filha. “Uma vez ouvi minha mãe dizer ‘Prefiro ver minha filha morta que casada com um negro’, então eu disse que morreria se fosse preciso pra ficar junto do Zezé”.

Arlindo e Avelina decidiram então chamar o filho mais velho, Antenor de Souza Gargo, que morava em Goiás, para levar a filha embora. Fiuco, como o irmão era chamado, resolveu primeiro “investigar” sobre a vida do pretendente da irmã. Em todos os lugares ouvia a mesma história: “O José é um rapaz bom e de respeito”. Ele resolveu então convencer os pais de que não havia necessidade de levar Nina. Assim aconteceu o primeiro noivado.

Algum tempo depois eis que surge Eni Ferreira, também noiva de José, mas essa de Uberaba. Um noivado que iniciou após uma brincadeira com um amigo, mas que segundo Zezé nunca foi tido como sério. “Eu assumi só pra poder ficar com Eni sem que a mãe dela ficasse vigiando, mas eu nunca gostei dela de verdade”, conta. Gostando ou não, o fato era que ele havia ficado noivo de duas jovens ao mesmo tempo, o que não agradou muito a nenhuma das famílias e terminou com os dois desfeitos.

“Eu sabia que ele era mulherengo, sabia da outra noiva, sabia da vida inteira dele, mas eu gostava dele... Gostava não, eu gosto, sou louca por esse homem” responde Nina, quando indagada sobre o que achou da situação. E diante tanto amor, eles continuaram se encontrando, agora escondidos.

Seis meses depois José recebe o ultimato. “Eu perguntei se ele tinha coragem de assumir o noivado comigo de novo de deixava com essa bobeira que eu tava cansada. No mesmo dia ele foi na minha casa e a gente colocou as alianças de novo, sem pedir pra ninguém”, lembra.

No dia 12/04/1956 os dois pombinhos finalmente conseguiram consolidar a união tanto desejada. “Quando eu vi ela entrando na igreja foi uma das maiores emoções que eu já vive, parecia que estava nascendo de novo depois de tanto esforço pra ficar junto”, se emociona Zezé. Eles tiveram três filhos, Lemart, Lenard e Leovaldo, o último nasceu com problemas no coração e viveu apenas nove meses. Em 1981 vieram para Uberaba, onde mantém residência. Hoje, os filhos já estão casados e não moram mais com os pais.

“Eu não sei dar um passo sem o Zezé, quando fico longe dele parece que falta um pedaço de mim, eu fico perdidinha” comenta Nina. O casal atualmente participa de atividades no UAI, acompanham a Folia de Reis e participam de paróquias de Nossa Senhora D’Abadia e São José, e das comunidades de Nossa Senhora D’Alegria e Divino Pai Eterno.

Texto: Bárbara Guilherme